Está mais do que na hora de falarmos a verdade sobre isso! Sim! Afinal de contas, a mais antiga instituição internacional em funcionamento contínuo no mundo, que se recusa a modernizar seu pensamento e costumes, tem um papel extremamente relevante na sociedade, e isso não pode ser desconsiderado de maneira nenhuma, ora pois!
Pois comecemos, então, a retirada! Expulsemos a Igreja do mundo e, se possível, a vassouradas pela porta dos fundos! Bem… de maneira imediata, no continente asiático (cuja população, inclusive, nem é majoritariamente cristã), 1.076 hospitais serão desativados, caso o governo dos países onde estão não queiram assumir a responsabilidade. Além disso, 3.400 dispensários – hospitais destinados ao atendimento a pacientes pobres, oferecendo-lhes consultas, remédios, vacinas, alimentos… em suma, todos os cuidados necessários aos doentes… – encerrarão suas atividades. Leprosários aos montes, em número de 300, fecharão suas portas. Apenas doentes ficarão desamparados? Creio que não, mas também os idosos abrigados e cuidados nos 1.685 asilos do continente, bem como as crianças em 3.900 orfanatos e quase 3 mil jardins de infância. Em suma, os índices de saúde, dignidade e educação despencariam vertiginosamente.
Bem… Se o impacto é tão grande assim, retiremos então dos outros continentes, não é mesmo? Sim, claro! Vamos expulsar a Igreja da África, então… Para não nos delongarmos, fiquemos apenas com o dado percentual: se isso acontecer, o continente africano perderia “apenas” 60% das suas escolas e hospitais.
Mas… continuemos! Esses continentes são mais pobres, não é? Na América, o “New World”, não há necessidade dessa instituição retrógrada e opressora. Afinal, o que são 1.900 hospitais, 5 mil dispensários (não, você não leu errado… C-I-N-C-O M-I-L), 3.700 asilos, 2.500 orfanatos e 4.700 jardins de infância? Apenas 17.800 obras caritativas e assistenciais deixarão de atender as pessoas APENAS na América quando conseguirmos nos livrar do “conservadorismo absolutista da Igreja Católica”.
E quanto ao “Velho Mundo”? O processo de secularização na Europa tem avançado a galope e, certamente, a Igreja já não é tão presente assim, não é mesmo? Depende. Se pensarmos que a taxa de natalidade do continente tem baixado continuamente e, como consequência óbvia da situação, o número de idosos só cresce, os mais de 7 mil (SETE MIL… SETE… MIL) asilos que seriam desativados impactariam seriam uma perda minimamente “considerável” na sociedade europeia. Da mesma forma, os 1.230 hospitais, 2.450 dispensários, 2.370 jardins de infância e 4 leprosários encerrariam suas atividades.
Ah, aí está! Viu? Apenas 4 leprosários na Europa! Que inútil a presença da Igreja na Europa, não é mesmo? De fato, se conseguirmos ser intelectualmente desonestos o bastante para ignorarmos todas outras milhares de obras assistenciais e caritativas no continente… Ora, mas isso é fácil para os inimigos da Igreja, não é mesmo?
Será que a União Europeia, com suas políticas progressistas, dariam conta ou meramente se preocupariam em assistir a essas pessoas?
E na Oceania? Aposto que não tem nada que a Igreja tenha feito por lá… Na verdade, parece que os braços da Cruz de Cristo não param de se alargar, visto que chega também às terras do Pacífico Sul. Lá, são “apenas” 170 hospitais, 180 dispensários, 360 asilos, 60 orfanatos e 90 jardins de infância.
Mas… vamos lá, estamos quase conseguindo provar a desnecessidade da Igreja na Terra. Basta agora ignorarmos os seguintes dados:
- No mundo inteiro, aproximadamente 60 MILHÕES de alunos são acompanhados e instruídos de alguma forma pelas iniciativas da Igreja Católica, desde a educação infantil até a formação acadêmica, em todos os âmbitos do saber.
- Institutos de beneficência e assistência administrados pela Igreja, “por baixo” – pra não somarmos tudinho, tudinho… – batem à porta dos 78 mil, fora as 38.256 instituições de outros tipos;
- Projetos de pesquisa contra doenças, apoio psicológico, assistência espiritual e humanitária a vítimas de guerra… o número não acaba…
A desonestidade intelectual dos inimigos da Igreja é tal que são capazes de desconsiderar todas as obras humanitárias aqui listadas (que não são a totalidade) a seu bel prazer e naquilo que lhes for útil para levar à frente seus hediondos interesses. E seguem com a velha e empoeirada ladainha de “inquisição… Vaticano é rico… abusos do clero…”. Argumentos que se desfazem sobre a clara e límpida água viva da Verdade. Sim, a Igreja teve episódios lamentáveis ao longo da história, chagas dolorosíssimas em seu organismo, mas que jamais foram capazes de manchar a Santidade que a Esposa herda do seu Divino Esposo. Os infiéis são, na verdade, os que machucam e mancham a Santa Igreja com seu pecado, e nisso estamos inclusos você e eu a cada vez que damos as costas ao Senhor. Mas somos também nós, pecadores redimidos, os mesmos que amamos a Cristo, os que devemos orar e reparar, oferecer nossas vidas com um testemunho de autêntica fidelidade para que cessem as insídias de Satanás sobre o Corpo Místico de Cristo.
Tiremos a Igreja do Mundo, portanto… e em pouco tempo, veremos o mundo ruir de vez sobre as suas próprias desgraças.


Roberto Amorim




