Nasci em berço católico e sempre caminhei ajudando na Igreja. Ainda criança, entrei em uma pastoral cujo nome era Infância Missionária.
Ela consistia em falar sobre o amor de Deus para as pessoas; saíamos em missão e tínhamos encontros semanais. Quando eu tinha 13 anos, realizamos uma missão na cidade de Três Corações e, quando retornei de lá, fui decidida ao Carmelo de Divinópolis e conversei com a minha madrinha de oração sobre o desejo de pertencer a alguma comunidade.
Estava decidida a ir embora, se fosse preciso. Pela minha pouca idade, ela me aconselhou a esperar e perseverar em oração, para que fosse feita a vontade de Deus no tempo d’Ele.
Passaram-se alguns anos, e eu havia me esquecido dessa conversa. Continuava frequentando as missas e as pastorais, mas passava por um certo deserto espiritual. Sentia um vazio, mas não sabia o motivo nem o que era.
Quando fiz 18 anos, essa mesma irmã, Maria Teresa, minha madrinha de oração, me chamou para conversar. Ela me falou sobre vocação e relembrou da conversa que havíamos tido anos atrás.
Também me apresentou à comunidade Missão Maria de Nazaré e me aconselhou a buscar conhecê-la. Na hora, resisti; não queria, mas ela sempre me incentivava e insistia.
Certo dia, resolvi procurar conhecer, mas não por vontade própria, e sim por obrigação. Perguntei a uma amiga que fazia parte do 3° elo da comunidade, e ela me convidou para participar de um grupo de jovens. Eu fui.
Nesse momento, começou a minha história de reconhecimento com aquilo que sempre foi a vontade de Deus. Participei desse grupo e senti algo que nunca havia sentido em lugar nenhum: um sentimento de pertencimento.
Comecei a frequentar os encontros regularmente e, em um deles, anunciaram o retiro “É Possível Ser Feliz”. Senti no meu coração um desejo ardente de participar e assim o fiz. Nesse mesmo retiro, vivi um divisor de águas na minha vida.
Pude reconhecer que o vazio que sentia era do tamanho de Deus e que só Ele era capaz de preenchê-lo. Além disso, o carisma da Missão Maria de Nazaré me atraiu de uma maneira inexplicável.
Comecei a estar junto da comunidade e, estando nela, conseguia me aproximar mais e mais de Deus e das Suas vontades. Fui convidada a participar do 3° elo e não hesitei em aceitar. Mas algo ainda me faltava.
Deus me pedia e queria mais. Em fevereiro, fiz o encontrão da comunidade e, em oração, decidi entrar no caminho vocacional. Pela graça de Deus, pude discernir que aqui era o meu lugar: o “ônibus” que me levaria à santidade.
Tive a graça de conhecer irmãos que me ajudam e me levam a estar mais perto de Deus. Hoje, sou gerada e formada todos os dias no amor de Deus e da Virgem Maria.
Aqui, nessa comunidade, posso fazer das palavras de Irmã Clare as minhas:
“Sou feliz, feliz, feliz! Ainda que haja dias em que muitas coisas possam me custar, vale a pena dar a vida a Deus, que é tão grande. Isso é o que o meu coração sempre desejou e o que nenhum amor humano, nem plano, nem coisa alguma pode completar.”

Maria Theresa
Missionária da Missão Maria de Nazaré







