Eu estava no avião que caiu
No dia 1º de janeiro de 1953, voava o “St. Kerian” de Dublin a Birminghan com 25 passageiros a bordo. Pouco antes de chegar ao destino, um dos motores entrou em pane. Segundos depois, também o segundo motor deixou de funcionar. A aeromoça pediu com amável tranquilidade aos passageiros que apertassem os cintos de segurança. Esses, evidentemente se intranqüilizaram, exigindo maiores informações do que estava acontecendo. Em poucas palavras a aeromoça comunicou-lhes a gravidade da situação. Depois, ajoelhando-se no corredor do avião, acrescentou: “Senhoras e senhores, creio que chegou a hora de rezar!” E dizendo isto, tirou o rosário e rezou com voz forte e clara o ato de contrição. Depois, dirigindo-se em tom tranqüilo e confiante à Mãe de Deus, pediu-lhe proteção e começou a rezar o rosário.
Enquanto isso, o piloto procurava um local para uma aterrissagem de emergência, pois o aparelho perdia altura, a olhos vistos. Decidiu-se por um campo lavrado que lhe pareceu mais apropriado ao pouso de emergência. Mas ao executar a arriscada manobra, o avião arrancou a copa de uma árvore e duas sebes vivas, perdendo ambos os motores e uma das asas. Seguiu-se um estrondo horrível. O avião não resistira ao duro impacto e partira-se em dois. As pessoas que afluíram ao local do acidente não acreditavam nos seus olhos, ao verem surgir das ruínas do aparelho a totalidade dos passageiros, sem o mínimo arranhão. Apenas o piloto e o oficial de navegação tinham sofrido ferimentos sem importância. Um senhor inglês, grande conhecedor de assuntos de aviação, exclamou ante os escombros: “Foi verdadeiro milagre que ninguém tenha perdido a vida neste acidente”.
A Igreja não empregaria tão rapidamente a palavra “milagre”. Pessoas sem fé diriam que foi acaso. Mas os passageiros não tinham dúvida de que fora a bondosa Mãe do céu que retribuira visivelmente a extraordinária confiança da valente aeromoça.
Fonte: Revista Francesa Católica “AMI DU CLERGÉ”.







