No Brasil, diversas modalidades de atendimento e de proteção à criança, ao adolescente e às suas famílias são ofertadas na tentativa de superação de vulnerabilidades e situações de risco.
Em alguns casos, diante de dificuldades vivenciadas pelos genitores em determinados momentos do ciclo de vida, crianças e adolescentes precisam ser afastados temporariamente de sua família de origem. Há vários mecanismos para superação destas situações de vulnerabilidade: por vezes, a criança passará a conviver com familiares próximos, em outros casos, será acolhida em instituições ou em famílias acolhedoras.
Nesse sentido, a Família Acolhedora nada mais é que uma medida de proteção, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, para crianças e adolescentes que precisam ser afastados temporariamente de sua família de origem. Trata-se de uma medida excepcional e provisória.
As famílias acolhedoras são selecionadas, preparadas e acompanhadas por uma equipe de profissionais para receber crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, até que possam retornar para sua família de origem ou, quando isso não é possível, ser encaminhadas para adoção.
Existem hoje no Brasil aproximadamente 30 mil crianças e adolescentes acolhidos, entre os quais 5% são atendidos em Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora[1].
Nas situações em que o afastamento da família de origem é necessário para assegurar proteção, a ciência já apontou que – principalmente nos primeiros anos de vida – o acolhimento em instituições com falta de estímulos e poucas condições para a construção de relações afetivas individualizadas e seguras pode levar a impactos de longo prazo no desenvolvimento humano. Os estudos indicaram, ainda, que tais impactos podem ser minimizados se o acolhimento for ofertado por famílias acolhedoras preparadas e acompanhadas.
A seguir, conheça o testemunho da missionária Luanna Oliveira sobre a experiência da sua família no acolhimento:
“Acolher é um ato de amor concreto, onde nossa família se doa para o bem de uma criança que precisa apenas ser amada e amparada, nos tornamos uma esperança na vida delas. Estar com uma criança em sua casa se assemelha a receber o próprio Jesus Cristo!”.
Caso você queira saber mais, conheça o Projeto Social da MMN sobre a Família Acolhedora clicando aqui.
Magali
Missionária da Missão Maria de Nazaré
[1] Guia de acolhimento familiar [livro eletrônico] / organização Adriana Pinheiro, Ana Angélica Campelo, Jane Valente. — São Paulo: Instituto Fazendo História, 2022.







